Deputado Marco Feliciano é expulso do partido por apoiar Bolsonaro

23/01/2020

Marco Feliciano e Bolsonaro (Reprodução)

Marco Feliciano e Bolsonaro (Reprodução)

Nessa segunda-feira (6), a Executiva Nacional do Podemos decidiu por unanimidade expulsar o pastor e deputado federal (SP) Marco Feliciano do partido. O argumento do diretório nacional foi acolhido pelo colegiado, que acusou o parlamentar de infidelidade partidária pelo apoia à campanha de Jair Bolsonaro para presidência em 2018.

O Podemos alega que é um partido independente, e na eleição de 2018 lançou como candidato o senador Alvaro Dias (PR), que é o atual presidente nacional da legenda. Feliciano disse em uma de suas redes sociais que ser expulso por apoiar Bolsonaro para ele é motivo de orgulho.

O partido acusou o parlamentar de infidelidade partidária e “violação moral ética”. Entretanto, a executiva nacional derrubou essa acusação, mas manteve o entendimento de infidelidade.

Em caso de expulsão definida pelo partido, o parlamentar tem o direito a permanecer no mandato, esse é o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diante disso, Feliciano poderá seguir como deputado sem partido ou se filiar a uma outra legenda.

Através das redes sociais Marco Feliciano ressaltou que o motivo de sua expulsão foi a campanha para Bolsonaro em 2018, e que “qualquer outro motivo é fake news”.

“Por fim, reafirmo aqui que para mim é motivo de orgulho ser expulso do Podemos por defender o presidente Bolsonaro, que está mudando o país para melhor”, disse o parlamentar, que poderá se juntar ao novo partido do presidente.

Crivella é processado por incluir show gospel no Reveillon de Copacaba

23/01/2020

Marcelo Crivella (Reprodução)

Marcelo Crivella (Reprodução)

O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella juntamente com a prefeitura, estão sendo alvo de uma ação civil pública por ato lesivo ao patrimônio artístico, estético, e turístico.

A ação esta sendo movida pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). A Atea questiona a programação de shows do Revéillon de Copacabana e pede o cancelamento da apresentação da cantora gospel Anayle Sullivan, programado para a noite da virada.

A entidade requer que o prefeito Marcelo Crivella, que também é bispo da IURD e cantor, seja condenado a devolver aos cofres do município o valor gasto com a apresentação se ela for mantida.

Além disso, a Atea solicitou o pagamento de uma multa de R$ 50 mil se a programação não for alterada. De acordo com a Atea, o uso de recursos públicos para contratar Anayle Sullivan desrespeita o princípio da laicidade e argumentam que o Estado não pode promover nenhuma religião.

Para a Atea o show da cantora gospel é igual a uma pregação religiosa, a associação alega que a apresentação musical ofende a liberdade de crença de moradores e turistas que pretendem comparecer ao evento.

Além da cantora gospel Anayle Sullivan, Diogo Nogueira, Ferrugem, a Escola de Samba da Mangueira e DJ Malboro, comemorando os 30 anos do funk, estão confirmados na programação de shows.